Capitulo 07 - Respostas Surpresas

Parte 01 – O ritual

Após a conversa com Thomas Baker, John encontra com seus companheiros na sala de reuniões novamente e todos saem do prédio. Chicago e James ainda encontram-se naquele estado catatonico, mas ao chegarem na van, despertam como quem estava dormindo. Explicam tudo o que aconteceu com eles, e aquela dor de cabeça que acometeu Chicago noite passada volta a aflingi-lo. Todos retornam até a MOTOROME.

Chegando lá, entram no apartamento de Joe e começam a falar sobre o encontro com Baker e o que John conversou com o presidente da empresa KROMUS. James fica em seu apartamento, sem dizer uma só palavra entre o trajeto do edificio até a oficina. Chicago entra e diz que vai para seu quarto, pois continua com aquela maldita dor.

A alcatéia começa a especular sobre os conhecimentos de Baker e o que ele causou para conseguir cumprir seu objetivo. Ícaro ainda debilitado pede para irem atrás de algum espírito que possa lhes tirar dessa condição de ferimentos, pois seu braço direito está paralisado, faltam dois dedos em sua mão e todo o lado direito do corpo está danificado. Akamu diz que ouviu falar de alguns espíritos que são capazes de regenerar ferimentos, baseados no espirito-lagartixa ou no espirito-estrela-do-mar. Ele começa a ver em suas anotações, e acha um ritual capaz de invocar um espirito-lagartixa, usando algumas moscas de pesca e algumas ervas.

Jackman e John vão então atrás dos materiais que Akamu pediu, e marcam de se encontrar na Pousada Luz do Sol, que fica em Arroyo Grande. É uma pousada no estilo de chalés, com casas dispostas em um grande terreno e cada uma conta com uma área privativa. Akamu escolhe este lugar pelo contato com a natureza e por ser um lugar bem reservado.

Ao pôr do sol, todos encontram-se sentados ao redor de um círculo de simbolos desenhados pelo hawaino e começam o ritual. Uma leve brisa é sentida nos rostos de cada um. O ambiente torna-se muito agradável e o dia parece terminar de forma perfeita. Eles abrem os olhos depois do mantra e inalarem as ervas que acabaram de queimar, e na frente da alcatéia surge uma largatixa grande, mais parece uma iguana pelo tamanho. Usando a língua que aprendera a se comunicar com aquele tipo de ser, começam a falar:

- “Boa noite espirito-lagartixa. Viemos aqui com o objetivo de você ajudar nossos companheiros feridos em batalha.” – diz Akamu observando a criatura.

- “Boa noite Urathas. Para ajudar vocês, que não possuem nem mesmo um TOTEM para representa-los, peça a chiminage no valor de cinco centelhas da vida. Para cada membro a ser curado.” – diz o espirito com uma dicção entre os dentes.

- “Cinco ? Para cada um ?” – espanta-se Ícaro – “Ok, mas espero que o trabalho seja bem feito.”

- “Não se preocupe. Ao contrário de alguns, eu SEI fazer meu trabalho direito.”

A lagartixa então retira seu rabo, e ordena que Ícaro e Jackman o peguem, um de cada vez. Cada processo desse faz com que o rabo do espirito se regenere, criando assim dois rabos que são pegos pelos Urathas.

- “Agora COMAM.” – nota-se no espirito um leve sorriso de satisfação e prazer.

Os lobisomens fazem como o espirito lhes ordenou, e uma massa gosmenta começa a se formar em suas bocas, a medida em que vão mastigando. Seus ferimentos começam a se fechar, e como por mágica todos deixam apenas cicatrizes de onde estiveram.

Akamu não tira os olhos do espirito, e nota que quando os companheiros começam a se regenerar, a lagartixa inicia um processo de evolução. Começa a ficar maior, espinhos surge em seu crânio e seu porte agora lembra mais o de um dragão de komodo do que de uma iguana.

- “Pronto. Está feito. Mais alguém ?” – diz o espirito com claro tom de felicidade.

- “Sim, espirito. Temos algumas perguntas. Podemos perguntar à você ?” – Akamu inclina seu corpo para frente e começa um diálogo com o ser.

- “Claro que podem. Mas vou precisar de mais um pouco de sua essência, se me permite fazer a troca.”

Akamu pergunta o porque dos espiritos da cidade não surgirem com tanta frequencia como nos outros lugares. Ele responde dizendo que eles tem medo das represálias de Kiathu, que adquiriu força suficiente para assimilar qualquer espirito inferior somente de pensar no mesmo. Os que tentam materializar-se ou somente passar para esse lado tem que passar pelos portões que ficam no território dos puros. E correm o risco ou de serem devorados por Kiathu ou de serem caçados pelos Puros. Eles podem atravessar de outro jeito, mas também é um meio complicado, então quando dá uma brecha na mata, eles atravessam correndo e agrilhoam-se na primeira coisa que gere seu sustento o mais rápido possivel.

O hawaino pergunta qual é o segundo caminho, obtendo como resposta um lócus que fica no centro da cidade, mas este gera uma energia não muito boa para espiritos como ele, e somente os com tendencias mais obscuras aventuram-se naquele lugar. Akamu insiste, e o espirito responde que o lócus fica dentro da ala abandonada no hospital geral de temperance.

Todos ficam apreensivos, imaginando o que possa ocorrer dentro daquele local, e John pergunta se está vivo ainda ou onde podem encontrar o antigo TOTEM da tribo Destituida que vivia em Temperance. Ele responde que está vivo sim, mas a muito tempo que não o vê do outro lado do dromo. Suspeita que os Puros podem ter capturado ele também.

Finalmente, o espirito-lagartixa termina de responder e assimilar as essencias doadas pela alcatéia. Ele cresce absurdamente, ficando quase do tamanho de um cavalo manga-larga. Agora o grande espirito despede-se, e afirma que se precisarem de mais alguma coisa, já sabem como encontra-lo. Seu nome é Luklen, o rastejador.

Findado o ritual, o espirito some, e com os Urathas recuperados, decidem ir até o sobrado ver se as coisas já acalmaram-se por lá. Eles entram no conversivel de Chicago, que John pegou emprestado, e partem duas ruas acima para sua antiga residência.


Parte 02 – Retorno ao sobrado

A alcatéia entra no terreno do sobrado, ignorando as faixas de contenção que a polícia deixara ali para afastar os curiosos. A casa é só escombros, apenas algumas pedaços de paredes podem ser vistos de pé, o resto está tudo empilhado e espalhado pelo terreno. A garagem conseguiu se manter de pé, mas com o lado direito abalado e totalmente sem vidros que continham nas janelas.

Eles decidem ir até a garagem, ver se conseguem mais pistas do paradeiro do antigo TOTEM da alcatéia antiga. Entrando no local, muitas coisas estão fora de lugar, e restos da casa podem ser vistos pelo chão. Jackman nota um carro estacionando na frente da casa. John e Akamu procuram por pistas, algo que possa ajudar no paradeiro do totem perdido. Jackman então começa a procurar também, e encontra embaixo de um dos armários de ferramentas uma passagem que leva até um porão. Ele pede ajuda aos amigos, e conseguem retirar aquele trambolho da passagem. Um buraco de 2 m² é visto. Akamu e John entram no buraco, enquanto Jackman volta para verificar se o carro misterioso permanece no local.

Os dois Urathas que deceram veêm neste porão de terra batida, um crânio de touro pendurado na parede, e vários plantas mortas em volta dele.

- “Aqui era o local de adoração do TOTEM. Ele devia ser bem forte para receber oferendas desse tipo.” – diz Akamu enquanto John procura por rastros.

- “Encontrei algo estranho aqui Akamu. Parecem ser pegadas de Avestruz.” – diz John passando a mão na terra e assoprando os resquicios para limpar as marcas.

Akamu analisa o achado, e imediatamente vem em sua mente algo que possa ter explicação: Uma lenda indigena de uma criatura que ajuda a capturar os sonhos, devorador de pesadelos, meio passaro, meio bufalo. O Itaheur decide usar seu dom mais uma vez, e observando o outro lado do dromo, vê um bufalo acorrentado no meio do ambiente com umas correntes verdes brilhantes. Logo percebe ser provavelmente o TOTEM, aprisionado naquele lugar, mas não há nada mais que possam fazer, precisam atravessar para o outro lado caso queiram liberta-lo. Eles então sobem para a garagem, e chegando lá, Jackman pede silêncio.

John aproxima-se da janela onde Jackman observa, e vê parado ao lado do veiculo misterioso a figura de um homem usando um binoculo, observando a garagem. Nesse momento, o homem abaixo o binóculo e entra rapidamente no carro, saindo a toda velocidade. Jackman diz que conhece o homem. Ele é o escrevente da delegacia, Carlos Garcia.

- “Está na hora de conversar com Eliza” – diz Akamu, arrumando as coisas e chamando os amigos para irem para o carro deles.

Capitulo 07 - Respostas Surpresas

Temperance nabuco