Capítulo 9 - Ações e Reações

Tarde de Terça-feira, dia 25 de maio de 2010.

Uma tarde quente de primavera acompanha o jovem uratha Vento Uivante em sua chegada à cidade de Temperance. Havia partido de ônibus nas redondezas de Landen, na Geórgia, e percorrido quase 48 horas dentro daquele meio de transporte, com algumas paradas e passando pelas cidades como exemplo de Atlanta, Memphis e Albuquerque. Estava cansado, mas era o melhor jeito de viajar mais tranquilo, sem se preocupar muito com possíveis inimigos à espreita.

Ao chegar no terminal rodoviário, e respirar um ar puro, decide começar a procurar do tal “problema” que seu tutor havia lhe dito. Percorrendo alguns metros dali, poucos quarteirões, chega ao Parque Elm, um simples parque com árvores aonde as pessoas gostam de caminhar e se deitar à sombra das árvores nos fins de semana.

Ali, o uratha tenta observar alguns espíritos do outro lado do dromo, e encontra alguns como os espíritos das arvores e de animais que vivem ali. Para um pouco, pensa, e analisa que não irá conseguir se comunicar com eles se não passar para o outro lado. Um pouco frustrado, vira-se e começa a caminhar sem rumo.

No passeio, tentando achar uma solução, faz um plano. “Contactar algum espirito que esteja efêmero DESTE lado”. E caminha até uma pensão do outro lado da avenida.

Entra naquela pensão, uma espelunca na realidade. Tudo mal conservado, inclusive a atendente, que oferece um quarto “bom” pela pechincha de 10 doláres a noite. Sem opções, Landon aceita e pega a chave. Caminha por um corredor até chegar ao quarto, que preserva a mesma aura de mal cuidado, lençóis a serem trocados e uma cama que parecia ter sido feita no século passado.

“Não vou dormir aqui mesmo.” Pensa ele. Já tinha feito o plano: Realizar um ritual para convocar um gafarete desgarrado. Começa os preparativos. Poucos minutos depois, tudo pronto. Faltam os ingredientes do ritual, nada de difícil de encontrar. Saí do quarto, vai até uma venda que ficava do outro lado da avenida e volta logo após. Começa os trabalhos.

Após entoar alguns cânticos na Primeira Língua, e tocar seu tambor de estimação, Landon consegue invocar um espirito desgarrado de um rádio. Ele logo se apresenta um espirito falador, mas para que transmita suas mensagens, precisará de parte da essência do Uratha.

Após negociação, que Landon acha um preço um pouco caro, mas não tinha muitas opções, o espírito-rádio revela que muitas coisas aconteceram na última semana, e que sim, existiam Urathas na região. Alguns da facção dele, dos filhos de Luna, justamente chegaram nessa mesma época. Avisa também que um grande espírito de grandes influências reside ao norte da cidade. Landon ainda faz a última pergunta, aonde os seus irmãos vivem, e o rádio dá as coordenadas para ele, do sobrado…

Findada as negociações, o espírito-rádio se despede, com sua metalizada e com alguns chiados, e que se precisar, pode chama-lo pelo nome de Sinótico. O jovem uratha então, com essas informações, decide ir para o tal endereço que havia lhe sido dado.

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Rua 42th, no. 831 – Arroyo Grande – Temperance, CA – Terça-Feira, 07:27 pm.

Vento Uivante se depara com uma casa com muros baixos, localizada no topo de uma colina à uns 50 metros do portão, este, que estava contorcido e todo danificado em um dos cantos do muro da entrada. Ao olhar mais para dentro, uma casa toda destruida, e com fitas amarelas circundava-a toda. Somente a garagem externa da casa parecia permanecer de pé, apesar de estar meio “pensa” para o lado, estava resistindo os efeitos da física.

Cheira o local, ainda sem adentrar à propriedade, e percebe o cheiro de sua raça por ali. Resolve esperar para ver se alguém aparece. Senta enconstado em um dos muros, e fica. Levanta, senta de novo, olha por cima do muro. Nada. Passam-se quase 4 horas.

Quando a Lua está em seu ápice, são quase meia-noite, ele resolve entrar para verificar se não há ninguém mesmo na casa. Pula o muro. Caminha pela grama e atravessa algumas arvores e plantas. Nota que existem marcas de pneus e de sangue pelo chão, perto da casa, esta que falta-lhe um pedaço de sua lateral, e suas paredes quase todas queimadas ou no chão.

Ao abaixar-se para verificar uma dessas marcas, algo lhe atinge a parte de trás de sua cabeça com uma força descomunal. Seu corpo é lançado para frente, e acaba dando uma volta em seu próprio eixo. Caí ajoelhado ao chão, e quando vira-se, assustado, vê a forma de um DALU, mostrando-lhe as presas e os pelos rajados pelo corpo, medindo cerca de 2 metros e meio e muito forte. Vestia apenas uma calça toda rasgada e alguns adornos presos à cintura, e seu cabelo era longo e grosso, que caia sobre os ombros largos e grandes.

Resolve tomar a forma dos Urshul, o lobo pré-histórico, e quando começa a transformação, leva outro golpe, este mais certeiro, de punho fechado, que o joga de costas no chão à alguns metros longe, terminando a transformação meio atordoado e sem senso de direção.

Retirando forças de onde parece não ter mais devido aos dois golpes devastadores de seu agressor, Landon levanta-se, e confiando nas habilidades do lobo pré-histórico, corre à toda velocidade, pulando o muro da propriedade, disparando por aquela rua desesperadamente.

Percorre alguns quarteirões, sangrando na cabeça, e olhando para trás. Seu perseguidor, em forma semi-humana ainda, parece conseguir acompanha-lo sem muita dificuldade, rosnando como um animal tentando pegar sua presa. Landon corre. Suas forças parecem ir se esgotando.

Ao passar 10 quarteirões, olha para trás novamente. Seu perseguidor sumira. Landon desacelera o passo. Ofegante, continua caminhando agora, sempre olhando para trás. Sua visão parece turvar, ficando desfocada. Balança a cabeça machucada, permanece consciente.

O Uratha pára em uma esquina escura, e ao olhar para a frente novamente, vê uma raposa verde parada em sua frente. Ele tenta conversar com ela, perguntando quem era e o que queria. Ela responde para ele não se preocupar, que tinha distraido o monstro para longe dali. Ele ainda tenta prosseguir a conversa, mas logo caí por conta dos ferimentos inconsciente.

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Um dos primeiros raios de sol atingem o rosto de Landon, fazendo-o despertar, deitado em uma grama aparada embaixo de uma arvore. Ele esfrega as mãos no rosto, tentando levantar, quando uma voz interrompe o silêncio. Aquela raposa esverdeada da noite anterior encontrava-se parada em sua frente. Ela diz para ele ter calma, e se ele havia melhorado. o uratha responde afirmativamente com a cabeça, e o espirito materializado da raposa então diz que pediu ajuda à um espirito desgarrado que lhe ajudasse com os ferimentos do “novo” amigo.

O Ithaeur levanta-se, e pergunta para a raposa o que ela quer. Ela diz que quer a mesma coisa que o uratha, encontrar os lobisomens que viviam naquele sobrado. Ela conta que eles foram atacados à umas 2 ou 3 noites atrás, e que perdeu o rastro deles. Os dois então começam a trocar informações e o ser revela que soube como podem fazê-lo. "Você tem que achar uma mulher de nome Anne Portmann. Ela vai estar em uma boate, hoje à noite, chama “Middle of the Night”, neste mesmo dia." – diz o espirito, desfazendo-se em água e regando a grama verde do parque.

Landon encontrava-se naquele parque que visitara no dia anterior. Algumas marcas do ataque do caçador ainda lhe doiam atrás da cabeça, mas se sentia um pouco melhor já. Ele passa o dia caminhando pela cidade, conhecendo-a e tentando pegar mais informações daquele local que a raposa mencionara anteriormente.

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Chegada à hora da abertura da boate, Landon arruma-se e parte para lá. O local fica na avenida Farrol, uma das mais movimentadas da cidade, principalmente à noite, onde ficam os bares e as boates mais frequentadas. Esta, que por sinal não parece fazer nem um pouco o estilo “hippie” do rapaz, está cheia também. Ele enfrenta a fila da entrada, e acaba passando para dentro depois de uma hora.

São 11:00 pm. A “Middle of the Night” está enchendo. Landon caminha até o balcão de bebidas, e conversa com uma das bartenders. Pergunta se ela conhece alguma Anne. A moça faz cara de quem não entendeu a pergunta, e responde que conhece várias “Annes”. Ele pergunta seu nome, e ela responde – “Pearl.”

Ele ainda insiste, perguntando se não se lembra de alguma moça com esse nome que frequenta o lugar. Ela indica uma moça loira, cercada por alguns rapazes mais à frente. “Pode ser…” – O uratha pensa enquanto caminha por entre aquelas pessoas, tentando ainda farejar algo diferente.

Ele chega na moça, e pergunta seu nome. Ela, olhando o jovem dos pés a cabeça, responde fazendo pouco caso do rapaz: “Anne Graceway”, virando-se e continuando a conversa com os outros rapazes, mas ainda de lado para Landon. “Metida.” – Pensa enquanto se afasta da moça, esta que estranha a atitude achando que ele queria começar uma conversa com ela.

Passam da meia-noite, e o tempo é crucial. O Ithaeur se vê em uma encruzilhada. Ele resolve ir pedir algum conselho para a raposa. Caminha até a parte de fora da balada, um deck que avança na frente do local e que é separado da rua por um parapeito de vidro. Logo o espirito aparece, e diz para o jovem voltar lá para dentro. Ele tenta perguntar, mas Vulpes é taxativa, e diz que se ele não voltar, não conseguirão encontrar a tal mulher.

Landon volta, e fica circulando pelo lugar, com um sentimento do que estaria fazendo ali realmente. Procura, para ao lado de algumas rodas, tenta ouvir algumas conversas. É quando, passando ao lado de uma das mesas da parte de cima, um rapaz grita para uma moça, completamente embriagada, para que descesse da mesa. Ele grita: “Anne, desça daí que você vai se machucar. Acho que está na hora de irmos.” O jovem uratha realimenta suas esperanças, e apoia-se em um dos pilares do mezanino, esperando o melhor momento para agir.

Os sons que saem das caixas barulhentas da boate e os cheiros exalados daquele local fazem o uratha ficar um pouco desnorteado, mas consegue seguir os movimentos do grupo e principalmente da moça que fazia um show particular curtindo aquela festa. Já eram quase 2 horas da manhã, quando a boate começa a dar sinais de querer esvaziar. Os jovens que estavam com a tal Anne começam a ir embora, ficando somente um. Este que em um breve momento, discute com a moça, depois desta quase cair ao descer da mesa e apoiar-se em uma das cadeiras, vomitando toda a bebida que estava ingerindo à noite toda. Ele fica revoltado, bate as mãos sobre a mesa e sai, deixando-a sozinha lá.

Landon aproxima-se e pergunta para a moça, após alguns minutos depois da partida do outro rapaz, se podia ajuda-la. Ela havia sentado em uma das cadeiras, com uma garrafa de tequila apoiada sobre o colo, virando-a e tomando mais da bebida que acabara de expelir de seu estomago. A mulher olha para o uratha, tentando focaliza-lo com muita dificuldade. Não consegue formular uma sequer frase coerente antes de virar-se e vomitar novamente.

“Vamos, vou levar você para casa.” – Landon a ajuda a levantar, e os dois caminham até a saída da boate. Eles andam alguns metros, e ela mal consegue permanecer em pé. Ele então a pega pelas pernas, e a carrega nos braços. “Eu moro ali na frente, na MOTOROME.” – consegue depois de algumas tentativas balbuciar o endereço de sua residência.

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São 3:00 am. Os dois caminhantes noturnos param em frente à uma oficina de carros e motos chamada MOTOROME. A moça nos braços do rapaz aperta o interfone, acertando o número 4. Breves momentos, uma voz forte saí de dentro do aparelho, perguntando quem é. Anne responde para o homem abrir a porta, identificando-se, e logo a porta destranca, revelando uma escada de alvenaria de uns 30 degrais acima.

Landon sobe as escadas, passo à passo, com receio da moça cair. Chegando ao final da escadaria, um corredor com 4 portas e uma janela ao fundo monta o ambiente que parece ser pequeno, apesar de razoavelmente grande para um complexo de apartamentos, por conta do enorme homem que encontrava-se parado na porta aberta.

“Quem é você ?” – Pergunta o homem gigante, enquanto Landon respira fundo antes de falar que havia estado com Anne essa noite na boate “Middle of the Night”, e que ela não estava bem, por isso está trazendo-a para casa.

O homem pede então para o rapaz o acompanhar, entram no apartamento e levam-na até um quarto, colocando-a na cama. Os dois caminham até a entrada do quarto, enquanto uma outra voz surge na sala. Um rapaz, aparentando não ter nem dezoito anos, pergunta para o “hippie” o que ele está fazendo ali. Landon então usa seu faro uratha, e para sua surpresa, o lugar parecia estar cheio deles. Ele então engole à seco, e reponde ao outro jovem o que havia acontecido aquela noite.

Um outro sai de uma das portas, sem camisa e com várias tatuagens espalhadas sobre a pele, com cara de hawaiano ou algo do gênero, ouvindo a conversa que estava ocorrendo na sala. Landon explica tudo, desde sua chegada em Temperance até o encontro com Anne. Fala inclusive de Vulpes. Não adiantava esconder nada, afinal, eram eles que ele procurava. Precisava unir-se à uma alcateia antes de mexer com a sombra e o tal espirito poderoso.

É quando Vulpes aparece no centro da sala. O espirito raposa cumprimenta os urathas, afirma que tinha encontrado Landon vagueando pela cidade e diz que sem a ajuda desse novo Ithaeur não conseguiria. Ele estava procurando por eles também, que depois da batalha com o Predador Sombrio, ninguém ouvira mais falar deles, e precisava conversar com o Elodoth John. Vulpes então despede-se dos lobisomens e desfaz sua forma material no conhecido metódo de molhar tudo.

“A propósito, com licença, eu sou Jackman, preciso cuidar de Anne.” – O gigante diz enquanto fecha a porta do quarto. Todos se apresentam formalmente agora, que parece estar tudo explicado. Akamu ainda fica desconfiado com o novo uratha, mas Ícaro o convence a ficar mais tranquilo e pede para que o jovem fique aqui esta noite. Landon agradece a hospitalidade. Mais um fim de noite …

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Jackman ainda permanecia acordado, sentado ao lado da cama de Anne, preocupado com a moça. Ele ainda a põe no chuveiro em dado momento que passa mal e acaba sujando o quarto, e depois a põe no quarto após limpa-lo e ela volta a dormir. Akamu e Landon dormem tranquilamente no apartamento, enquanto Ícaro prefere ficar acordado. O Irraka resolve ir dar uma volta, está meio agitado com a possibilidade do Predador Sombrio ter seguido o novo uratha e tenta rastrea-lo pela cidade. Em vão. Volta depois do sol nascer, e vai dormir.

Por volta das 2 horas da tarde, todos acordam. Inclusive Anne, que acaba assustada sem saber onde está, mas Jackman a acalma, dizendo que ela está no apartamento de Chicago. Ele faz algumas perguntas para ela, mas ela mal se lembra da noite passada, somente que está com uma dor de cabeça tremenda pelo porre herdado das tequilas tomadas.

Akamu também acorda, e vai até o quarto onde estão os dois. Ele passa um sermão na Anne, daqueles de deixar a orelha fervendo depois. Jackman ainda o acompanha, mas de uma forma mais calma, até porque ele quem ficou cuidando dela a noite toda. O Rahu resolve ir dormir, e Akamu também deixa a moça descansar depois das palavras duras que desferira.

Landon estava acordando, quando Ícaro surge na sala, e diz que acaba de ligar para uma agência de turismo, marcando um “tour” pela cidade no nome do Ithaeur. Ele não entende muito bem, mas Ícaro explica que é bom ele conhecer melhor a cidade já que irá ficar com eles por aqui. Vento Uivante então aceita e quando o taxi da empresa chega, desce as escadas e parte para a cidade.

Ele conhece os pontos turísticos de Temperance, assim como a avenida Farrol onde estavam, e passam na frente da escola, do hospital e do museu de Temperance. Landon então tem uma idéia. Com um dos olhos olhando o outro lado da cortina do dromo, e usando de seu instinto Uratha, resolver conhecer parte da cidade do lado de lá. É quando tem uma surpresa.

Do outro lado, ele consegue ver certa movimentação espiritual, mas em especial no Hospital de Temperance, em uma das alas, em uma casa do outro lado da avenida da escola e em uma pizzaria, parece que os espiritos evitam esses lugares, apesar de ver uma certa ressonância convergindo para esses lugares. “Será que são possíveis locis ?” – Landon pensa enquanto termina o tour, por volta das 5 horas da tarde, no parque de diversões Le Seage.

O uratha desce do taxi, agradece ao guia pela visita dessa tarde e caminha em direção ao centro do parque. Ícaro, mais cedo, havia combinado de encontrar o novo amigo ali, por volta das 5 e pouco. Ele então espera. E espera.

O parque de diversões vai fechar, 6 horas da tarde. Os seguranças começam a avisar as pessoas para que encaminhem-se para a saída. Landon então se cansa, e caminha para fora do local. Na frente, na rua, alguns taxis parados esperam os clientes, e ele acaba pegando um, e volta para a MOTOROME.

Ícaro estava todo tempo ali, seguindo o uratha. Desde sua chegada. Bolara um plano para ver se o caçador lobisomem dos urathas estava seguindo-os. Parece que não. Espreitando em torno de vento Uivante, acaba voltando para a MOTOROME também, continuando seguindo Landon.

Quando chegam, Landon, e logo depois Ícaro, eles conversam, e Landon meio bravo por ter sido “esquecido” no parque discute com o Irraka, que agora somente explica seu plano para ele e para os outros. Jackman acabara de acordar, e não sabia de nada, afinal tinha ficado dormindo a tarde toda. Com tudo explicado, Akamu parece aceitar agora melhor o novo uratha, e desconfia de algo. “John ainda não acordou, está dormindo desde ontem …” – Pensa em voz alta, quando o Elodoth abre a porta do quarto e cumprimenta a todos.

“Boa tarde à todos, Akamu, Jackman, Ícaro, Landon.” – Arrumando o chapéu na cabeça, vai até a cozinha onde Jack estava preparando um café e se serve também. Todos ali ficam um tanto espantados, porque John estava dormindo e sabia de Landon já. Mas John, ao tomar o primeiro gole de seu café, começa a falar:

“Eu estava conversando com Vulpes nos sonhos. Ela me disse tudo que havia acontecido, me explicou de você Landon e dos acontecimentos recentes. Me disse também sobre Kiathu, que está aumentando de tamanho e ficando mais forte ainda. Precisaremos de tanta ajuda que conseguirmos para enfrentar esse ‘Magoth’ e manda-lo de volta para o fundo da Sombra.” – John acaba de falar, e Akamu pergunta se realmente podem confiar em Landon, se ele na verdade não é um espião do Predador. John então resolve fazer uma ligação.

Ele pega o celular, e liga para Max Roman. Eles começam a conversar sobre um tal de Vento Uivante, um sábio que vivia nas florestas centrais da Georgia, e Max diz que conhecia sim o velho. Era um uratha muito digno e poderoso, mas não sabia nada sobre nenhum aprendiz. Também, nem pudera, já que Vento Uivante vivia isolado e nem alcatéia tinha. John então agradece as informações de seu companheiro de tribo, e pergunta como poderiam tirar isso a limpo caso seja necessário. Max, com uma voz de quem não entendeu muito bem a pergunta, diz que para conhecer um filho de Luna realmente, basta coloca-lo para ver a luz de sua mãe.

John então agradece e desliga o celular. “Realmente uma boa idéia. Landon, me acompanhe.” – diz o texano enquanto caminham todos para o quintal da MOTOROME. Chegando lá, ele então pede para que os Ithaeurs olhem para o céu. Está noite. Eles vêem a lua de seu augurio, a última da semana. Então seus corpos revigoram-se, e a dúvida que antes pairava, agora está sanada.

Com todos mais tranquilos e revigorados, inclusive Akamu, voltam para o apartamento. É hora de agir.

Capítulo 9 - Ações e Reações

Temperance nabuco