Império Rakshasa

Planeta Arkhadia, sede do Império Rakshasa.
fuso -03:00 GMT, 21:00 horas da noite de Domingo, 27 de maio de 3012.

Comandante: “Bem vindo de volta imperador, espero que sua estada fora dos sistemas tenha dado para espairecer um pouco sua cabeça”.

Imperador: “Sim, comandante, foi muito boa mesmo. Tudo certo por aqui?”

Comandante: “Tudo na mais perfeita paz Imperador. As frotas de Arkhadia estarão voltando em poucas horas. O comandante de Dhromo também acaba de relatar, nenhum movimento estranho nos sistemas.”

O imperador então se senta em seu trono, planejando onde irá enviar suas frotas. Poucos alvos ao redor, a maioria já dizimada por sua grande colônia aliada, seu planeta conferado chamado de Dhromo. Há muito pouca resistência ainda, mas uma frota inimiga parece tirar o sono do Imperador. Ele ainda irá vingar seu companheiro da aliança destruído há pouco tempo.

Passados alguns momentos, ele retira-se, decidindo que seria melhor ir descansar e, quando suas esquadras voltarem pede para que o Comandante informe-o.

Planeta Arkhadia, sede do Império Rakshasa.
fuso -03:00 GMT, 07:12 horas da manhã de Segunda-Feira, 28 de maio de 3012.

Comandante: “Imperador!” – Seu subordinado adentra ao dormitório central, afoito com uma noticia bombástica. “Frotas inimigas se aproximam de Arkhadia senhor. Detectamos movimentos hostis aqui e o comandante de Dhromo também detecta movimentações em direção à nossa principal colônia.”

Imperador: “Vamos imediatamente para a sala de guerra.”

Os dois chegam à sala de guerra, onde seus oficiais reúnem-se em torno da mesa de combate. Os sensores não erram. Suas naves pousarão 2 segundos antes da frota dos Imperadores Dark, Trunks, PequenaSereia e Daisuke chegarem.

Imperador: “Quantas frotas virão Comandantes? As defesas estão a postos?”

Comandante: “Mais do que gostaríamos Senhor. Não teremos chance alguma. É o fim.”

Imperador: “Nada disso. Salve o que conseguirem de recursos. Vão ao mercador e ofereçam-lhe o restante que não conseguirem em alguma tranqueira daquele leilão. Movam os recursos para o laboratório de pesquisas e iniciem alguma construção qualquer. Não importa. Mexam-se!”

Oficiais: “Sim senhor.”

Todos saem correndo dali, cada oficial a seu posto, e começam a dar as ordens para seu povo, transmitindo as ordens do imperador.

Imperador: “Comandante, mande a seguinte mensagem para as frotas:” – O imperador caminha em direção a tela de comunicações, e abre o canal para o Capitão da Esquadra de Arkhadia.

Imperador: “Senhores, iremos enfrentar hoje uma batalha terrível. Muitos de vocês não sobreviverão. Mas lembrem-se que tudo o que fizeram, foi muito útil para todo o império. Conseguimos evoluir nossas colônias de uma forma formidável, e pesquisamos tecnologias muito a frente de vários imperadores experientes. Não se curvem diante desse ataque. Lutem como lutaram todo esse tempo. Com garra e sem desistirem. Lutem até o fim. E que Rakshasa nos acolha em seus braços e nos embale após a última batalha.”

O canal é fechado. Todos emocionados, esperando o ataque bater no planeta principal. Faltam poucos minutos. O fim é inevitável…

Planeta Arkhadia, sede do Império Rakshasa.
fuso -03:00 GMT, 07:14 horas da manhã de Segunda-Feira, 28 de maio de 3012.

O imperador encontrava-se em posição ainda. A devastação em seu planeta tomava proporções vistas antes somente nos relatórios de planetas longe de seu sistema. Satélites solares haviam se tornado sucata, assim como sua esquadra e poucas naves inimigas. As perdas foram estratosféricas. É quando a segunda mensagem chega:

Comandante do planeta Dhromo: “Senhor, mais frotas inimigas!”

Imperador: “Vindo em sua direção comandante, eu acabo de receber. Repita as ordens que emiti há pouco. Tente salvar o máximo que conseguir. Que Rakshasa tenha piedade de nossas almas…”

Ele estava desolado, primeiro seu planeta principal, agora sua colônia. A esquadra do Dhromo era idêntica. O fim, também. O comandante do Dhromo, repetindo as ordens dadas, retira do planeta e move os recursos que pode. Seus oficiais trabalham contra o tempo. O capitão da esquadra despede-se de seus pilotos com os olhos lacrimejados e com a face de um guerreiro satisfeito, que logo em seguida, pousa em na colônia.

Planeta Dhromo, colônia do Império Rakshasa.
fuso -03:00 GMT, 07:50 horas da manhã de Segunda-Feira, 28 de maio de 3012

A onda de destruição açoita a colônia de Dhromo, tranformando praticamente tudo em pó. Nem os destroços de Arkhadia, nem dessa grande colônia, foram suficientes para criar um satélite lunar.

Um vazio preenche o Dhromo.

[…]

ecos distantes

[…]

Planeta Arkhadia, sede do Império Rakshasa.
fuso -03:00 GMT, 07:51 horas da manhã de Segunda-Feira, 28 de maio de 3012.

O imperador estava sentado em seu trono, com as mãos no rosto.

Comandante de Dhromo: “Senhor. Os ataques cessaram. Aqui estão os relatórios de combate.” – O oficial entrega uma pasta, com os danos totais, tanto de Arkhadia, quanto de Dhromo.

Imperador: “Jogue-as ao vento Comandante. Estou aqui, não preciso de papéis me dizendo o que vejo. Quero que faça uma última coisa. Abra um canal de comunicação com os Imperadores Dark e PequenaSereia. Mande uma mensagem, parabenizando-os dos recursos recolhidos e pelos ataques. Eles foram superiores. Sua aliança fazem jus ao nome que se intitularam.”

Comandante: “Sim senhor.”

Com um copo nas mãos, o Imperador toma o líquido em seu interior, e em seguida, vira-se para as telas de comunicação das colônias confederadas. Theyrnas, Accordekh, Khaakh e Sombrah. Elas recebem o chamado, já sabendo do ocorrido. Estavam desesperados, sem chão. Parecia que tudo ia ser em vão. Esperando as palavras do imperador, todos os outros comandantes aguardavam o pronunciamento oficial.

Imperador: “Hoje nosso império caiu. Iremos lembrar-nos de cada um que estavam naquelas esquadras, e iremos honrar a garra e a coragem que enfrentaram todo esse tempo os imperadores rivais. Mas agora, não é hora de chorar ainda, temos que nos reerguer. O futuro somos nós quem iremos decidir. Peguem o que sobraram. Vamos novamente voar. Vamos atrás de recursos que façam com que os novos pilotos e os novos capitães de esquadra que serão recrutados em breve lutem por nossas baixas.”

Os comandantes dos outros planetas abrem as comunicações para todos os membros das colônias, todos ainda sentidos, mas agora, com uma esperança nos olhos. A esperança de reerguerem novamente o Império Rakshasa!

Império Rakshasa

Temperance nabuco